Eduardo observava a cidade pela janela do gabinete, o céu encoberto pelo cinza típico de Curitiba. Os papéis em sua mesa continuavam organizados, mas a mente dele estava um caos. Desde o jantar com Juliete, a paciência se esvaíra como vinho derramado. A cena dela reivindicando um pacto de infância ainda ecoava, tão absurda quanto sufocante.
A campainha discreta do gabinete tocou. Sem esperar resposta, Juliete entrou, radiante, carregando uma sacola de presentes.
— Trouxe algumas camisas novas p