O salão de jantar da família Monteiro brilhava sob a luz dos lustres de cristal. Eduardo mexia o vinho em sua taça, pensando no processo que deveria estudar mais tarde, quando a porta se abriu com um estrondo leve demais para ser apenas descuido. Juliete surgiu como se fosse a dona da casa. Vestido vermelho chamativo, joias tilintando e um sorriso que misturava triunfo e provocação.
— Primo querido — ela exclamou, avançando sem pedir licença e beijando-o duas vezes nas faces. — Como está?
Eduar