O domingo amanheceu com um barulho de pássaros que parecia zombar do peso nas costas de Vivian. Ela passou café, esquentou pão na frigideira e ficou olhando a fumaça subir como se dali pudesse nascer uma resposta que não doesse. A mesa da cozinha da tia Marlene tinha um tabuleiro invisível: numa casa, os livros da faculdade; na outra, a pilha de boletos com o elástico cansado. Entre as duas, um espaço que já não comportava mais equilíbrio.
— Dormiu? — Marlene apareceu de chinelos, o avental por