O corredor estreito conduzia ao camarim como a garganta de um palco. A luz do teto oscilava num amarelo morno que deixava tudo com cara de segredo. Vivian passou a mão devagar pela parede, sentindo a tinta ligeiramente áspera. O nome novo pesava na boca como uma palavra estrangeira aprendida de repente: Scarlett.
— Respira — disse Camila, da porta, abrindo um sorriso que conhecia todos os caminhos. — Hoje você não precisa dizer nada. Só existir.
No camarim, três cabides esperavam por ela: seda,