A casa ficava num ponto alto, onde Curitiba parecia respirar com mais calma. Não era bonita nem feia: era sólida. Portas antigas, janelas pesadas, uma varanda estreita com vasos de samambaias que ninguém regava há dias. Aline entrou primeiro, testou luzes, verificou saídas, conferiu a rede de celular. Depois fez o gesto curto que significava “seguro o bastante por hoje”.
— Troquem o ar — disse, abrindo duas janelas. — Troquem de roupa. Troquem de assunto, se der. Eu fico na sala da frente. Qual