O dia nasceu mais claro do que a véspera, um azul lavado que prometia pouco e, por isso mesmo, parecia seguro. Vivian acordou antes do relógio, com a sensação de que alguém a chamava pelo apelido — “Vivi…” —, e ficou alguns segundos tentando decidir se tinha sido sonho. Eduardo já estava de pé, o paletó sobre a cadeira, a manga da camisa dobrada de um jeito que dizia trabalho; mas o olhar, quando a viu, disse cuidado.
— Hoje é dia de feira — ele falou, como se anunciasse um evento internacional