Thiago tinha vinte e cinco anos quando deixou Matachutes pela primeira vez.
Não por fuga.
Por ambição.
A Matilha o criara para duas coisas: serviço público e obediência. Ele só aceitou a primeira.
Desde cedo, aprendera a observar antes de falar, músculos que tensionam, intenções escondidas atrás de gestos, o tempo entre pergunta e respiração. Não era dom de lobo. Era treinamento. Ele queria o Conselho, queria política, queria estratégia.
E o Conselho quis ele.
Aos vinte e seis, estava sen