Rafael empurrou a porta da sala reservada e não olhou para trás.
Não levou rancor.
Não levou culpa.
Levou só uma constatação simples: aquilo estava encerrado.
No corredor silencioso do restaurante, ajeitou as mangas da camisa e caminhou com o foco de quem sabe exatamente o próximo passo. O relógio marcava 16h12. Ele teria tempo suficiente para o voo de volta.
E lembrou da ausência de um único instinto dentro de si: não havia laço, não havia puxão no vínculo, nem o lobo reconhecia aquele filhote como seu.
Fazia sentido agora.
O celular vibrou.
Leonel.
Rafael atendeu sem rodeios:
— Diga.
— E então? — Leonel foi direto. — Como foi?
— Dentro do esperado.
O barulho constante do motor do táxi preencheu a pausa.
— Precisa que eu siga acompanhando Caroline? — Leonel insistiu.
Rafael observou o próprio reflexo no vidro: olhos claros, centrados, nada quebrado ali. Só decisão.
— Não. Thiago assume daqui para frente. Ela não é uma ameaça. Não pra mim. Não pra Liand