Rafael empurrou a porta da sala reservada e não olhou para trás.
Não levou rancor.
Não levou culpa.
Levou só uma constatação simples: aquilo estava encerrado.
No corredor silencioso do restaurante, ajeitou as mangas da camisa e caminhou com o foco de quem sabe exatamente o próximo passo. O relógio marcava 16h12. Ele teria tempo suficiente para o voo de volta.
E lembrou da ausência de um único instinto dentro de si: não havia laço, não havia puxão no vínculo, nem o lobo reconhecia aque