O quarto do hospital estava mergulhado em uma tranquilidade estranha, como se o tempo tivesse desacelerado para nos deixar respirar. A luz suave filtrava-se pelas persianas, desenhando sombras delicadas no chão de vinil branco. Giulia dormia, pequena e frágil naquela cama grande demais para o seu corpo miúdo. Mas havia cor em suas bochechas agora, um leve rosado que não víamos há dias. E isso, por si só, já me fazia respirar com mais alívio.
Estávamos ali, eu, Isa, meus ex-sogros, e o silêncio e