O relógio marcava pouco depois das oito da manhã quando estacionei o carro no setor de desembarque internacional do aeroporto. O céu ainda estava encoberto, como se o mundo lá fora compartilhasse do meu estado de espírito: nublado, pesado. As palavras do médico da noite anterior não paravam de ecoar na minha cabeça. "Leucemia." O tipo de diagnóstico que parece tirar o chão. De novo. A mesma doença que levou minha esposa e agora ameaçava minha filha.
Apertei o volante com força e respirei fundo.