A chuva não cessava em Valdívia.
O som constante das gotas contra os vidros do hotel era o único sinal de vida nas madrugadas longas que Gabriel passava acordado, cercado por pilhas de papéis, telas acesas e mapas riscados à caneta vermelha. O quarto parecia mais um bunker improvisado do que um abrigo.
A cada dia, ele descobria mais conexões, mais mentiras, e percebia o quanto a teia que Adriano Monteiro havia deixado para trás era apenas a ponta de algo infinitamente mais sombrio.
No centro de