O verão havia voltado a Santa Aurélia.
As videiras se estendiam em curvas verdes pelas colinas, e o ar cheirava a terra quente e jasmim. O solar Ferraz, agora reformado pela última vez, parecia diferente — mais leve, como se as paredes respirassem em paz.
Isabel caminhava descalça pelo jardim, a barra do vestido branco roçando a grama úmida.
O vento suave brincava com seus cabelos, e o som distante do piano ecoava de uma das janelas abertas.
Era uma melodia nova, simples e serena, nascida de um