O amanhecer em Santa Aurélia parecia mais frio do que de costume. Um vento cortante atravessava as cortinas abertas do quarto, e Isabel sabia, mesmo antes de ver o bilhete sobre a escrivaninha, que o momento havia chegado.
O e-mail ainda piscava no notebook, repetindo as mesmas palavras:
“Para entender o que herdou, venha para Valdívia — ele precisa de você.”
Ela passara a noite em claro. Parte de si dizia que podia ser uma armadilha, mas o instinto — o mesmo que sempre a alertava quando algo e