O sol voltara a brilhar sobre Santa Aurélia, e o solar Ferraz, com suas janelas grandes e jardins renovados, parecia finalmente respirar em paz. As flores voltavam a florescer, o vinhedo ganhava vida, e o riso — aquele som que parecia impossível meses antes — começava a preencher os corredores novamente.
Mas a paz, Isabel aprendera, era um véu frágil. Bastava um toque para se rasgar.
Naquela manhã, uma carta chegou à escola de música que ela e Amélia administravam. O envelope, de papel creme e