A madrugada em Santa Aurélia era de uma escuridão espessa, pesada. O vento soprava do mar, trazendo o cheiro de chuva e despedida. Isabel fechou a mala pequena com mãos trêmulas. Não levou muito — apenas o necessário.
O celular ainda mostrava a mensagem:
“A verdade está em Genebra. Venha sozinha.”
Ela não sabia se era armadilha, ou a chance de acabar com tudo de uma vez.
O medo não a impedia mais. Depois de tudo o que vivera — traições, fugas, segredos — a incerteza era quase um velho conhecido