A manhã em Santa Aurélia amanheceu pesada, envolta num silêncio estranho. O céu, cinza e ameaçador, parecia refletir o clima dentro do solar Ferraz. Isabel acordou cedo, ainda com o som da voz de Adriano ecoando na cabeça — as palavras frias, a raiva contida, o veneno disfarçado de saudade.
Na mesa da sala, o gravador repousava entre xícaras de café intocadas e pastas abertas. A confissão de Adriano era clara. Tudo o que ele fizera, tudo o que destruíra — agora estava documentado.
Clara caminha