Mundo ficciónIniciar sesiónCapítulo seis
AMÉLIA COBALTO - Boa tarde dona Graça – cumprimento a senhora atrás do balcão que enrolava os tecidos de para que ficasse de forma organizada para exposição – Minha mãe e uma excelente costureira, me ensinou a costurar, eu não só aprendi como me apaixonei pela costura, uma vez por semana eu costumo vir até aqui buscar os tecidos para que minha mãe faça roupas de cama para que dona Graça venda, com as sobras dos tecidos mamãe sempre faz roupas para mim e minhas irmãs. - Boa tarde menina – faz sinal com a mão para que eu me aproxime – é verdade o que andam falando na cidade? - O que andam falando – pergunto sussurrando como ela fez, dona Graça sempre sussurava suas fofocas disfarçadas de curiosidade - Que você se casou com o senhor Cobalto, me diga é verdade? Confirmo com a cabeça e ela se debruçar sobre o balcão, segura minha mão com carinho - Ele te fez mal e casou pra reparar o erro? - Não, o senhor Cobalto não me feriu, até agora ele foi bom comigo... – engulo em seco me lembrando da raiva em sua voz antes de me deixar sozinha ontem a noite - Então não esta de barriga? – nego e ela sorri de forma acolhedora para mim - Dona Graça, a senhora sabe o que e uma casa de tolerância? – pergunto envergonhada Me arrependo da pergunto de imediato, os olhos da senhora parecem que vão saltar do rosto - Porque quer saber desse antro de perdição? – pergunta seria parando o movimento de carinho que fazia em minha mão - Eu quero saber o que é, ouvi umas mulheres na sorveteria - são os bordes menina, onde vivem as mulheres da vida – me encolho frustrada Em minha primeira noite casada desagradei meu marido e passei a noite sozinha. - Chegou um tecido que dará um belo vestido – ela fala de forma animada, mudando o rumo de nossa conversa, ouço passos pesados entrando no estabelecimentos – Boa tarde senhor Cobalto Afonso passa a mão no rosto seus olhos analisam o local - Tarde – responde de forma curta - Estava mostrando a sua senhora os belos tecidos que chegaram ontem, perfeitos para que ela faça seu enxoval com essas mãos de fada que ela tem, o senhor está ciente que a Amélia é uma excelente costureira? Afonso me analisa com os olhos semi cerrados e nega - Escolha, estarei te esperando na camionete – se vira para sair mas volta a falar agora com a dona Graça – me mande a conta senhora Gonçalves - Mandarei – ela sorri largo e ele se retira– anda vamos pegar tudo o que você preciso para iniciar a montagem de seu enxoval Vou até os tecidos e começo a escolher, me apresso para que ele não fique esperando - Só isso menina ? o senhor Cobalto pode pagar por muito mais - Por hoje sim, não quero abusar da paciência do senhor Cobalto. - Esta certa, vá eu mandarei entregar ainda hoje na fazenda. - Obrigada dona Graça – ela assente e eu saio indo de encontro a camionete Afonso esta encostado no automóvel, o chapéu fazendo sombra em seus olhos, seu corpo grande se desencostando assim que me aproximo. - Desculpa, o senhor demorou é eu ... - Entra não tenho o dia todo – ele me interrompe segura minha mão e me ajuda a subir na camionete, noto um saco mediano de papel no banco traseiro Fico em silêncio e ele também dirigindo concentrado na estrada, assim que estaciona em frente a casa ele desceu e abriu a porta para mim, sua mão foi parar em meu queixo segurando com firmeza mas sem me apertar seus olhos encarando a minha boca de forma estranha, levou alguns segundos ate que ele finalmente quebrou o silêncio - Eu mandei que ficasse na camionete ou na sorveteria, entenda que se eu te mandar ficar você fica se eu mandar abrir a perna você abre, se eu mandar você só obedece, entendeu? - Desculpa! – estava com raiva mais seu corpo fazia sombra para o meu estão me limitei a me Desculpar afinal eu mesma pedi para que ele não me devolver- Me desculpa! - comprou tudo oque precisava? – ele segurou em minha cintura me retirando do carro com delicadeza e domínio - Eu comprei tecido para fazer um jogo de quarto e algumas cortinas - ótimo, fique a vontade para mudar o que desejar, a mobília e antiga pode mudar se não te agradar, gostei da iniciativa Sorri e me mantive em silêncio, ele não precisava saber que a iniciativa foi da dona Graça na intenção de mudar de assunto ou de fazer uma venda grande, seja lá qual foi a sua motivação agradou o Afonso, então estou grata. Assim que entramos fui para cozinha ajudar com o preparo do jantar, no entanto já estava tudo pronto eu só ajudei a por mesa. - O senhor Cobalto tem o costume de jantar sempre no mesmo horário, as dezoito em ponto ele se senta a mesa- Olga parecia animada com o seu conhecimento que tinha – Em breve você vai pegar os costumes - Ou mudá-los – Joana fala com firmeza ao depositar a sopeira na mesa - Acha que o senhor vai se deixar mudar por essa ai – a Olga já deixou mas que Claro a sua antipatia por mim, mas eu não posso deixar que me diminua – Eu vi ele saindo bem tarde ontem, não me parece que os costumes irão mudar Seu sorriso era satisfeito e sua fala venenosa, pensei em me impor mas me calei.






