CAPÍTULO CATORZE
AMÉLIA COBALTO

O caminho foi ficando mais estreito conforme avançávamos. A vegetação se fechava como se a fazenda quisesse esconder aquele trecho do mundo, e o som dos cascos do cavalo ecoava diferente, abafado, quase respeitoso. Afonso conduzia o animal com segurança, desviando de galhos baixos e pedras como se conhecesse cada palmo daquele lugar.

Quando o cavalo finalmente parou, senti o silêncio antes mesmo de entender onde estávamos.

Afonso desceu primeiro. Seu corpo grande tocou o chão com firmeza, e ele estendeu a mão para mim sem dizer nada. Apoiei meus dedos nos dele e desci com cuidado, sentindo o chão úmido sob meus pés.

Foi então que vi.

À nossa frente, uma abertura na rocha escondia algo que só se revelava aos poucos. A gruta se abria em curva, e dentro dela havia um lago de águas calmas, tão límpidas que refletiam a luz que entrava pela fenda superior como um espelho vivo. A água tinha tons de verde e azul, e o ar ali dentro era mais fresco, carregado de umidade
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