"O silêncio dele doía mais do que qualquer soco, porque era nesse silêncio que moravam todos os monstros que me perseguiam."
Angeline
O carro avançava pela estrada deserta, engolindo o breu da noite. A janela ao meu lado refletia um rosto que eu mal reconhecia: pálido, ferido, com os olhos marejados, mas ainda vivos. Eu ainda respirava, e só isso parecia irritá-lo.
Matteo dirigia em silêncio. A mão firme no volante, a outra batendo de leve sobre o câmbio, num ritmo que denunciava sua impaciê