“O amor que carrego por ela é o mesmo que me apodrece por dentro.”
Matteo
Martina saiu batendo a porta, e o silêncio voltou a reinar no quarto. Tirei o paletó e joguei sobre a poltrona, os dedos ainda latejando de raiva. Mas não era dela que eu estava com ódio. Nunca foi.
Fechei os olhos e vi Angeline. Não a mulher que conheci há anos, com seus cabelos longos e ruivos caindo em ondas, mas a que vi hoje. Diferente. Marcada. Envelhecida pela dor. Ainda mais linda. Ainda mais maldita.
O ódio m