Elara
O grimório parecia pulsar embaixo das minhas mãos.
Era como se tivesse um coração próprio, batendo em sincronia com o meu. O ar ao meu redor ficou denso, elétrico, quase vivo. Eu podia ouvir o murmúrio da floresta — o farfalhar das folhas, o sussurro do vento, o estalar distante de galhos sob passos humanos. E no centro de tudo isso, o livro chamava por mim.
Respirei fundo.
Meus dedos tocaram a capa de couro envelhecido, e o frio que subiu pelos meus braços não era apenas temperatura. Er