Mundo ficciónIniciar sesiónScarlet sempre acreditou ser apenas uma humana comum... até a noite em que dois lobisomens a marcaram com seus dentes. Kieran, o protetor ferido de olhos dourados, jurou defendê-la. Rafael, o sedutor de sorriso perigoso, prometeu arrancá-la de suas garras. O que nenhum dos dois contou é que o sangue de Scarlet esconde um segredo capaz de destruir a alcateia - e agora, ela é o troféu em uma guerra ancestral. Em um jogo onde o amor é armadilha e a lealdade é ilusão, Scarlet precisará escolher: Se render ao pecado que a consome... Ou se tornar a loba que nenhum deles esperava. Quando a lua cheia revelar a verdadeira traição, apenas uma coisa será certa: nenhum coração sairá inteiro
Leer másA luz do amanhecer entrava suavemente pela janela do quarto de Aether, iluminando a poeira dourada que dançava no ar. Luna e Kael estavam sentados em sua cama, observando o irmão mais velho com expressões sérias. A urgência na mensagem dele para se reunirem antes do nascer do sol era incomum.Aether respirou fundo, suas mãos tremendo levemente. Como explicar o inexplicável?— O que o Observador me mostrou… não era apenas sobre a escuridão, ele começou, sua voz um pouco rouca. Era sobre o pai.Luna inclinou-se para frente, seus olhos azuis, tão parecidos com os de Kieran se arregalando. Kael manteve sua postura firme, mas seus dedos se contraíram sobre os joelhos.— O fio dele… no grande tear da realidade… não se rompeu, Aether continuou, as palavras saindo em um fluxo agora. — Está lá. É apenas um eco, uma memória teimosa… mas está lá. E quando a escuridão do Coração da Serpente se aproxima… ele reage.Kael franziu a testa. Reage como?— Como ele sempre fez, a voz de Aether se f
A luz do entardecer banhava os aposentos da Tríade, ou o que restava dela. Scarlet estava junto à janela aberta, seus olhos perdidos no horizonte onde o sol se despedia das montanhas. O mesmo cenário de paz que ela e Kieran tanto sonharam. Agora, contemplá-lo era um ato de amor e de dor simultâneo.Rafael entrou sem fazer ruído, sua presença um calor familiar no ambiente. Ele parou ao seu lado, seguindo seu olhar e em seguida a abraçou beijando sua testa. Foi quando ele disse:— Aether teve outra visão, sua voz era um fio de som carregado de cansaço. — A escuridão… Ela não se foi Rafael. Está aqui. Entre nós.Ele não se surpreendeu. Suas próprias sombras, que em sua oregem eram ferramentas de guerra, haviam sentido uma inquietação crescente nos últimos meses uma intrusão sutil no tecido da energia ao redor do santuário. Como uma névoa fina e venenosa que se infiltrava por frestas invisíveis.— Eu sei. Sua resposta foi um rosnado baixo, quase um suspiro. — Sinto-a… cheiran
Cinco anos se passaram desde o sacrifício no Círculo de Pedras. O Amanhecer Prateado, um santuário marcado pela guerra, transformou se em um farol de prosperidade e união. As marcas do conflito ainda estavam lá, mas agora entrelaçadas com os vitrais coloridos das novas janelas, os arabescos de ferro forjado nos portões e os jardins exuberantes que floresciam onde antes havia solo arrasado. Aether, o Tecelão de Horizontes Aos vinte e um anos, Aether carregava uma serenidade que transcendia sua idade. Sua conexão com o "grande tear" não apenas retornara, mas se refinara. Já não era uma visão passiva, mas uma compreensão ativa dos fluxos de possibilidade. Ele não previa o futuro; sentia seus contornos, como um marinheiro lê as correntes oceânicas. Sua marca, uma vez um ponto de luz na testa, agora se assemelhava a uma constelação em miniatura, pulsando suavemente quando ele canalizava sua percepção. Ele se tornou o principal conselheiro de Scarlet em assuntos de estratégia e
O Amanhecer Prateado respirava um novo ritmo. Já não era o frenesi da guerra, nem o silêncio pesado do luto imediato, mas um pulsar constante e laborioso de reconstrução. O ar matinal já não trazia o cheiro de cinzas, mas o aroma de pão fresco da cozinha comunitária e o perfume das primeiras ervas da horta replantada.Os dias agora seguiam uma cadência previsível, um luxo após tanto caos. Ao nascer do sol, os guerreiros não se reuniam mais para treinos de batalha, mas para exercícios de construção. Sob a supervisão atenta de Rafael, erguiam-se novas estruturas. Um galpão para armazenamento, uma ampliação do refeitório, casas simples para as famílias que haviam crescido com a chegada de alguns membros do Vale. A força que antes se dedicava a quebrar, agora se dedicava a erguer.Enquanto isso, no campo de treinamento, a natureza dos exercícios mudara. Logan, com sua experiência prática, não ensinava mais apenas emboscadas e golpes letais. Agora, ele treinava patrulhas mistas, com guerre
Último capítulo