Adrian
O vento da noite cortava como lâmina. A floresta diante de mim estava coberta por uma névoa prateada que se arrastava pelo chão como um animal adormecido. As folhas refletiam o brilho da lua cheia, e tudo parecia pulsar sob sua luz — viva, inquieta, à beira do caos.
A energia no ar era familiar. Era o mesmo chamado que antecede uma caçada… ou uma guerra.
Respirei fundo, o cheiro de terra úmida e sangue distante me invadindo como uma lembrança antiga. A fera em mim se moveu — impaciente,