Elara
O vento da noite arranhava as paredes da casa como garras de fera. Eu estava sentada à mesa, as mãos ainda cobertas de farinha, quando senti.
Não foi dor. Não foi apenas medo.
Foi algo mais profundo, mais íntimo.
Um chamado.
Um grito mudo, atravessando carne, osso e distância até se cravar dentro de mim como fogo líquido.
Adrian.
Meu coração perdeu o compasso, e por um instante a cozinha girou ao meu redor. Apoiei-me na mesa, ofegante, enquanto aquela sensação me atravessava com uma vi