Elara
O silêncio depois da tempestade é sempre pior.
Meu pai fechara a porta com força, e a casa mergulhara em uma quietude sufocante. Os estalos da madeira, o sopro do vento pelas frestas da janela e até o tique-taque suave do relógio na parede se tornaram sons ensurdecedores. Como se o próprio mundo tivesse parado para me lembrar da prisão em que eu vivia.
Subi as escadas devagar, cada degrau rangendo sob meus pés como uma denúncia. O coração ainda batia descompassado, os ecos da voz dele rev