Adrian
A chama bruxuleante da lamparina tremia com o vento que serpenteava pelas frestas da biblioteca ancestral. As paredes de pedra estavam cobertas de musgo antigo, e o cheiro de pergaminho queimado, misturado a ferro e poeira, se agarrava às narinas de Adrian como um juramento silencioso.
Ele jamais deveria estar ali.
A sala dos anciões era território proibido, selada por gerações para proteger os segredos da alcateia — segredos que, agora, pesavam sobre ele como grilhões.
E, no centro da