Mundo ficciónIniciar sesiónDakota vivia entre baladas, momentos intensos com seu namorado, e o conforto de uma vida sem grandes responsabilidades. O romance entre eles, que já durava cinco meses, era avassalador, marcado por noites de paixão intensa e selvagem. Sem trabalhar ou estudar, Dakota ainda não decidira se seguiria o jornalismo, como seu pai sonhava, ou artes cênicas, o desejo de sua mãe. Sua irmã, Amelia, havia largado tudo para se tornar uma babá de uma das maiores bandas do mundo, enquanto Dakota buscava seu próprio caminho em Londres, longe do Canadá e dos pais. Mas sua vida tranquila está prestes a mudar. Dakota acredita que Hugo é seu para sempre, até que um novo rapaz surge em seu horizonte. Ele é divertido, misterioso, tem olhos azuis penetrantes e tatuagens por todo o corpo. Com sua chegada, o mundo de Mia vira de cabeça para baixo, e nada mais será como antes. Um romance com uma pitada de comédia; clichê curtinho para se ler em apenas um dia e morrer de amores.
Leer más— Hugo, sai da frente da TV! — resmungo, e jogo uma almofada nele. — Não vê que o casal principal vai se beijar? SAI DA FRENTE.
— Calma, nervosinha. Estou soltando meu celular do carregador.
Assim que ele finalmente tira aquela porcaria com a tela toda quebrada do carregador, Hugo se deita ao meu lado, finalmente me deixando assistir minha série favorita.
Fazia cinco meses que estávamos juntos e o nosso namoro estava caindo na rotina. Não que fosse ruim, pois eu amava o fato de ficar em uma cama com ele, assistindo uma série ou fazendo sexo. Ambas as coisas eram muito boas com Hugo. Ou sem ele.
Chega um momento em que todo mundo passa a querer mais. Querer conhecer outras coisas e pessoas. Eu não sabia o que exatamente, mas alguma coisa eu queria. Mas não aguentava mais aquele garoto mordiscando meu ombro, cada vez que quisesse sexo.
— Amor... — ele sussurra e começa seu ritual antes do sexo. — Essa série é um saco. Estou entediado.
— É um saco para você. Não me atrapalha.
— Mas eu quero... — ele morde meu ombro.
— Agora não. — resmungo, mexendo o braço.
— Eu vou convencer você.
— Sei.
Continuo focada na televisão, enquanto ele se levanta, passa na frente da TV DE NOVO e se abaixa na frente da cama. Ele ergue o lençol que me cobria e entra embaixo dele.
Hugo beija minhas pernas e eu me mexo desconfortável. Ele toca em minha única peça de baixo e a tira.
— Hugo... — suspiro, ao sentir sua boca em minha vagina. — Para com isso...
Ele suga-me e usa toda sua -falta de- habilidade para me dar um orgasmo. Hugo podia ser bom em muita coisa, mas em sexo oral não. Eu me remexia, gemia bem alto, mas nada acontecia ali embaixo.
— Ohh... — murmuro, enquanto faço uma careta. — Ohh, Hugo...
Assim que o episódio acaba, eu dou um alto gemido mentiroso e fico dizendo o quão maravilhoso ele é. Hugo sobe e após me dar um beijo e murmurar um de nada, se deita ao meu lado.
— O que vamos fazer hoje? — pergunta, mexendo no celular. — Gale disse que tem festa na casa dele.
— Não sei.
Meu celular começa a tocar e eu o pego da mesinha. Era Amelia.
— Oi irmã linda.
— Acabou a Nutella? — Amelia ri e posso escutar risadas ao fundo.
— Sim.
— Diz para o vagabundo do seu namorado, se levantar da sua cama e ir comprar.
— Amelia...
— Ele está aí, não é? — olho de relance para o meu namorado vagabundo e me levanto. — Sabe que sou bem tolerante, afinal a vida é sua. Mas eu não quero esse garoto enfiado na minha casa todo santo dia.
— Eu sei. O que quer, afinal?
— Os meninos vão voltar da pausa, lembra?
— Lembro. E?
— Eles vão a um canal de televisão para fazer o anúncio e depois terá uma pequena festa. Quero que venha.
— Mas... E o Hugo? Ele disse que teria...
— Dakota, você veio morar comigo. — diz, com a voz firme. — Nossos pais não fazem ideia do seu namoro e que fica trancada com ele o dia inteiro, transando. Não me importa se ele disse que tem algo para fazerem hoje. Você vem ao anúncio da banda e depois vai a festa comigo. Estamos entendidas?
Reviro os olhos e bufo.
— Tenho outra escolha, por acaso?
— Te mando o endereço da emissora. Beijinhos.
Assim que ela desliga a ligação, jogo o celular na cama, que b**e em Hugo.
— Ei! O que eu fiz?
Ando até o armário e começo a jogar roupas no chão, a fim de achar algo que preste.
— Vamos a festa? — pergunta.
— Você eu não sei, mas eu não vou.
— Então por que está escolhendo roupa?
— Vou sair. — agarro nas mudas de roupa que escolhi e ando na direção do banheiro. — Mas não será com você.
[Amelia]
— HAHAHAHA.
— Ri baixo, Jason. — Cody, diz. — Amelia está no telefone.
— Já terminei, querido. — viro-me na direção dos quatro.
— Está tudo bem?
— Está sim. Minha irmã que me irrita e faz tudo errado.
— O que aconteceu? — Louis pergunta, tirando os olhos do seu celular. — Posso ajudar em algo?
— Se você conseguisse fazer ela terminar com aquele garoto e dar um rumo a vida dela, paro de pegar no seu pé.
— Opa... Isso é sério? Eu me garanto e posso conseguir isso.
Gargalho.
— Ah, Louis... Como eu queria que fosse fácil assim.
— Mas é. — diz.
— Dakota é doida por aquele garoto. E eu juro, que não via problema algum. Até ela não parar de sair toda noite, e... Viver transando.
— Ó... Se eu fizer ela terminar, você para mesmo de pegar no meu pé?
— Louis! — Cody exclama.
— Só queria que ela fizesse algo. Se interessasse por alguma coisa que não ronde aquele menino. Ele não faz bem a ela.
— Eu aceito o desafio! — Louis diz, subindo no sofá. — Se bem, que isso vai ser tão fácil, que não devia ser considerado desafio.
— Sua irmã não quer fazer faculdade? — Jason questiona.
— Sei lá. Dakota veio do Canadá, porque queria tentar descobrir que carreira seguir. Mas desde que conheceu Hugo...
— Você não gosta dele mesmo. — Leo diz, com uma risada no final.
— Não, não gosto.
— Já conversou com ela?
— Diversas vezes. — digo e suspiro. — Mas Dakota tem uma cabeça tão pequena. Se eu começar a falar dele, ela se tranca no quarto e faz greve de silêncio comigo.
— Ow, Amelia? — olho para Louis. — Ela gosta de flores?
— Ela quem?
— Sua irmã, oras.
— O que? — Cody olha para ele e balança a cabeça. — Louis, sai desse sofá e cala a boca um minuto.
— Mas eu...
— Vem comigo.
Cody puxa-me para uma outra sala.
— Cody, nós não...
Ele me encosta na parede e me cala com um beijo.
— Eu precisava tanto disso. — sussurra, com os lábios ainda colados nos meus. — Essa pausa maldita fez muito mal para mim. Nem pude te ver direito.
— Aí Cody... Por que o proibido tem que ser tão maravilhoso?
Ele sorri e morde meu lábio.
— Ainda não descobri a resposta. — e me beija.
Já devia ter um ano que estávamos juntos. “Juntos” é o mais certo a se dizer.
Meu olhar vai diretamente para o altar. Hugo, que tinha a cabeça baixa, quando ouve a música e olha na minha direção, sorri de lado. Ele estava lindo e se eu não fosse destinada a outro, teria me apaixonado por ele facilmente. Enquanto caminhava em passos lentos e torturantes até o altar, reparo em todas aquelas pessoas a minha volta. Não tinha um rosto conhecido sequer. E no altar, no espaço destinado à minha família, estava um vazio triste. Assim que me aproximo de Hugo, ele estica a mão para mim. — Eu achei que você não viesse. — diz, me abraçando em seguida. — Obrigado. Sorrio de lado e entrego o buque a uma senhora que está no altar. — Quem são todas essas pessoas? — pergunto, ao cruzar nossos braços. — Meus amigos e família. Ficaram tão felizes que eu iria me casar, que fizeram questão de vir. Todos. Sorrio ao notar quão amado Hugo era. Obviamente sua perda será sofrido por todos. — Queridos irmãos e irmãs, estamos aqui hoje para celebrar a união desse belo e jovem casal
Acabei por vesti-lo e fiquei parada diante do espelho. Eu tinha que estar na igreja, em uma hora e só estava sentindo vontade de sumir. Minha garganta estava fechada, formada por um bolo, seguido de uma enorme vontade de chorar. Estava prestes a casar com um cara, que mal conseguia chegar perto. Só de ouvir a voz dele, meu estomago já se embrulhava, em total repulsa. Mas apesar de tudo, vê-lo animado com os preparativos do casamento, me fez pensar em uma possível cura. Hugo não havia voltado ao hospital, desde o meu aniversário. Isso só podia significar uma resposta boa aos medicamentos e uma possível melhora. Pensar na sua cura, me levava a pensar em Louis. Quando mais perto Hugo estivesse de ficar bem, mais perto eu estava de ser feliz de verdade. Só então eu lembrava que ele tinha meses de vida, e eu poderia perder Louis para sempre. Pensando nisso de nunca mais ter Louis, e lembrando que ele me ignorou o mês todo, resolvo pegar meu celular e gravar uma mensagem de voz para ele
Ele se aproxima de mim e me beija, eu retribuo o beijo e levo a mão até seus cabelos os puxando levemente, sinto que ele começa a abrir meu vestido e me vira de costas para ter melhor acesso ao zíper, o vestido é aberto e cai nos meus pés. Cody beija meu corpo e meu sutiã é aberto, eu termino de o jogar no chão, me viro de frente para o mesmo e beijo seu pescoço. Passo a mão pelo seu membro sobre a calça e sem perder tempo ele tira toda sua vestimenta permanecendo apenas de cueca. Ele volta a me beijar com todo o desejo, suas mãos correm por minhas pernas e logo um impulso sobre elas, me fazendo entrelaçá-las sobre sua cintura. Ele passa minhas mãos por seus ombros, enquanto seus braços me seguravam firmes. Sou carregada até a cama em meio a beijos e juras de amor. Cody me coloca deitada na cama, me olha nos olhos e vai distribuindo beijos pelo meu tronco. Sua língua me tocava delicadamente, mas o suficiente para me deixar delirando de desejo. Ele tira minha calcinha, abre minhas p
Ele me olha e eu assinto. Depois de alguns comentários deles de como é perigoso dormir assim começamos um assunto sobre o próximo show e como vamos fazer a passagem de som amanhã. O garçom se aproxima, Cody pede uma bebida para mim e para ele e acabamos por já fazendo os pedidos pois estávamos famintos. Fomos servidos mais rápido do que pensávamos e nossa conversa passou de trabalho para algo mais descontraído, em meio a piadas e risadas. Depois de termos abusado da sobremesa que estava realmente maravilhosa, Cody levanta e diz que já volta, Louis questiona aonde ele iria mas o mesmo só respondeu que já voltava. Eu dei de ombros e fui verificar várias notificações que tinha no meu celular. Amanhã temos uma entrevista rápida na parte da manhã e um show a noite e eu realmente não fiz nada hoje. Os meninos conversavam sobre futebol quando o silêncio se instala repentinamente na mesa e eu olho para eles e vejo três garotos que tinham os olhos estáticos para algum lugar atrás de mim — O
Louis fala todo animado e eu reviro os olhos pelo plano idiota. — Louis, você está muito desesperado e não está pensando. Às vezes você esquece que é uma pessoa pública e não pode sair dando uma surra nas pessoas por aí. Já basta da primeira vez que foi um inferno. — Lógico que estou desesperado. Eu amo a Dakota e ela vai se casar com outra pessoa. Não finja que não está preocupada porque te conheço, dona Amelia. — Eu estou preocupada, mas não sei o que fazer. Acho que o jeito é deixar ver no que vai dar... — Vocês já pensaram em ir ao hospital onde o Hugo estava internado? — Cody questiona e eu o olho espantada. — Vocês não pensaram nisso? — ele olha para mim e para Louis e nós dois balançamos a cabeça em negação. — Simples, vão até o Hospital. Louis é famoso e você é nossa assessora, não será tão difícil descobrir as falhas que existe nessa história. — CODY, MEU DEUS... VOCÊ É UM GÊNIO. Louis pula em cima do Cody o abraçando e o beija na bochecha. — Vamos logo, temos pouco te
[Amelia] — Você podia parar de andar um pouco. — Cody pede. — Você tem noção das coisas que estão acontecendo na vida da minha irmã e eu estou longe? Estou uma pilha de nervos, Walsh. — Não me chame pelo sobrenome. Você só faz isso quando está irritada e eu não fiz nada. — Eu sei. — relaxo meu corpo e ando até ele. — Desculpe, amor. Quando Louis entrou no avião para voltarmos a turnê e eu olhei seu semblante triste, sabia que algo tinha dado errado com Dakota. Puxando-o de canto, descubro que ele ia pedir minha irmã em namoro, mas seu ex-namorado moribundo impediu isso. Só então percebo o quão afastada eu estava de Dakota, a ponto de não saber o que está acontecendo em sua vida. — O que vou fazer? — pergunto a Cody, que mexia em seu celular. — Talvez você não tenha que fazer nada. Dakota é adulta, ela... — Ela não sabe o que faz. — o interrompo. — Ela sempre... — Amelia, você devia pensar menos na sua irmã e mais em você. Em nós. — Eu foco na minha irmã pelo simples fato de
Último capítulo