A Babá do Popstar
A Babá do Popstar
Por: aly
1

— Hugo, sai da frente da TV! — resmungo, e jogo uma almofada nele. — Não vê que o casal principal vai se beijar? SAI DA FRENTE.

— Calma, nervosinha. Estou soltando meu celular do carregador.

Assim que ele finalmente tira aquela porcaria com a tela toda quebrada do carregador, Hugo se deita ao meu lado, finalmente me deixando assistir minha série favorita.

Fazia cinco meses que estávamos juntos e o nosso namoro estava caindo na rotina. Não que fosse ruim, pois eu amava o fato de ficar em uma cama com ele, assistindo uma série ou fazendo sexo. Ambas as coisas eram muito boas com Hugo. Ou sem ele.

Chega um momento em que todo mundo passa a querer mais. Querer conhecer outras coisas e pessoas. Eu não sabia o que exatamente, mas alguma coisa eu queria. Mas não aguentava mais aquele garoto mordiscando meu ombro, cada vez que quisesse sexo.

— Amor... — ele sussurra e começa seu ritual antes do sexo. — Essa série é um saco. Estou entediado.

— É um saco para você. Não me atrapalha.

— Mas eu quero... — ele morde meu ombro.

— Agora não. — resmungo, mexendo o braço.

— Eu vou convencer você.

— Sei.

Continuo focada na televisão, enquanto ele se levanta, passa na frente da TV DE NOVO e se abaixa na frente da cama. Ele ergue o lençol que me cobria e entra embaixo dele.

Hugo beija minhas pernas e eu me mexo desconfortável. Ele toca em minha única peça de baixo e a tira.

— Hugo... — suspiro, ao sentir sua boca em minha vagina. — Para com isso...

Ele suga-me e usa toda sua -falta de- habilidade para me dar um orgasmo. Hugo podia ser bom em muita coisa, mas em sexo oral não. Eu me remexia, gemia bem alto, mas nada acontecia ali embaixo.

— Ohh... — murmuro, enquanto faço uma careta. — Ohh, Hugo...

Assim que o episódio acaba, eu dou um alto gemido mentiroso e fico dizendo o quão maravilhoso ele é. Hugo sobe e após me dar um beijo e murmurar um de nada, se deita ao meu lado.

— O que vamos fazer hoje? — pergunta, mexendo no celular. — Gale disse que tem festa na casa dele.

— Não sei.

Meu celular começa a tocar e eu o pego da mesinha. Era Amelia.

— Oi irmã linda.

— Acabou a Nutella? — Amelia ri e posso escutar risadas ao fundo.

— Sim.

— Diz para o vagabundo do seu namorado, se levantar da sua cama e ir comprar.

— Amelia...

— Ele está aí, não é? — olho de relance para o meu namorado vagabundo e me levanto. — Sabe que sou bem tolerante, afinal a vida é sua. Mas eu não quero esse garoto enfiado na minha casa todo santo dia.

— Eu sei. O que quer, afinal?

— Os meninos vão voltar da pausa, lembra?

— Lembro. E?

— Eles vão a um canal de televisão para fazer o anúncio e depois terá uma pequena festa. Quero que venha.

— Mas... E o Hugo? Ele disse que teria...

— Dakota, você veio morar comigo. — diz, com a voz firme. — Nossos pais não fazem ideia do seu namoro e que fica trancada com ele o dia inteiro, transando. Não me importa se ele disse que tem algo para fazerem hoje. Você vem ao anúncio da banda e depois vai a festa comigo. Estamos entendidas?

Reviro os olhos e bufo.

— Tenho outra escolha, por acaso?

— Te mando o endereço da emissora. Beijinhos.

Assim que ela desliga a ligação, jogo o celular na cama, que b**e em Hugo.

— Ei! O que eu fiz?

Ando até o armário e começo a jogar roupas no chão, a fim de achar algo que preste.

— Vamos a festa? — pergunta.

— Você eu não sei, mas eu não vou.

— Então por que está escolhendo roupa?

— Vou sair. — agarro nas mudas de roupa que escolhi e ando na direção do banheiro. — Mas não será com você.

[Amelia]

— HAHAHAHA.

— Ri baixo, Jason. — Cody, diz. — Amelia está no telefone.

— Já terminei, querido. — viro-me na direção dos quatro.

— Está tudo bem?

— Está sim. Minha irmã que me irrita e faz tudo errado.

— O que aconteceu? — Louis pergunta, tirando os olhos do seu celular. — Posso ajudar em algo?

— Se você conseguisse fazer ela terminar com aquele garoto e dar um rumo a vida dela, paro de pegar no seu pé.

— Opa... Isso é sério? Eu me garanto e posso conseguir isso.

Gargalho.

— Ah, Louis... Como eu queria que fosse fácil assim.

— Mas é. — diz.

— Dakota é doida por aquele garoto. E eu juro, que não via problema algum. Até ela não parar de sair toda noite, e... Viver transando.

— Ó... Se eu fizer ela terminar, você para mesmo de pegar no meu pé?

— Louis! — Cody exclama.

— Só queria que ela fizesse algo. Se interessasse por alguma coisa que não ronde aquele menino. Ele não faz bem a ela.

— Eu aceito o desafio! — Louis diz, subindo no sofá. — Se bem, que isso vai ser tão fácil, que não devia ser considerado desafio.

— Sua irmã não quer fazer faculdade? — Jason questiona.

— Sei lá. Dakota veio do Canadá, porque queria tentar descobrir que carreira seguir. Mas desde que conheceu Hugo...

— Você não gosta dele mesmo. — Leo diz, com uma risada no final.

— Não, não gosto.

— Já conversou com ela?

— Diversas vezes. — digo e suspiro. — Mas Dakota tem uma cabeça tão pequena. Se eu começar a falar dele, ela se tranca no quarto e faz greve de silêncio comigo.

— Ow, Amelia? — olho para Louis. — Ela gosta de flores?

— Ela quem?

— Sua irmã, oras.

— O que? — Cody olha para ele e balança a cabeça. — Louis, sai desse sofá e cala a boca um minuto.

— Mas eu...

— Vem comigo.

Cody puxa-me para uma outra sala.

— Cody, nós não...

Ele me encosta na parede e me cala com um beijo.

— Eu precisava tanto disso. — sussurra, com os lábios ainda colados nos meus. — Essa pausa maldita fez muito mal para mim. Nem pude te ver direito.

— Aí Cody... Por que o proibido tem que ser tão maravilhoso?

Ele sorri e morde meu lábio.

— Ainda não descobri a resposta. — e me beija.

Já devia ter um ano que estávamos juntos. “Juntos” é o mais certo a se dizer.

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