Mundo de ficçãoIniciar sessão— Não conseguimos acreditar, quando Zed nos contou. — Leo diz. — Estávamos sentados em uma sala de reuniões, para uma reunião às pressas. Entre nossos palpites de motivos, ele confessou. Tinha pedido para sair.
— Achamos que era brincadeira. — Jason se pronuncia. — Cheguei a olhar no calendário, para saber se estávamos no dia da mentira. Mas quando Zed chorou e nos pediu desculpas por aquilo, vimos o quanto era sério.
— Foi difícil. — Cody continua. — Começamos com The Mines em cinco e do nada, tínhamos que decidir se continuaríamos com quatro.
— Por que decidiram continuar?
— Isso tudo é o nosso sonho. Viver o que estamos vivendo, sempre foi o que nós sonhamos. — Leo diz. — Se Zed não queria mais viver aquilo, nós não tínhamos que ir pelo mesmo caminho.
—Milhões de pessoas, precisam da nossa música. Como sair e deixar todo mundo na mão? Não dava para fazer aquilo. Tivemos que continuar.
— E sobre o sucesso dele, — Louis olha na minha direção, mais uma vez. — estamos felizes. Zed é nosso irmão, apesar de tudo. Não nos afastamos, como dizem por aí. Sempre que podemos, a gente se encontra e coloca o papo em dia.
Eu vou ser sincera e confessar que fiquei completamente emocionada. Tive que secar uma lágrima que escorreu.
O apresentador faz a pergunta que eu deveria ter feito e após as respostas, a entrevista é finalizada. Enquanto todas as pessoas deixam o estúdio, meu celular toca e informa que é minha irmã.
— Mandaram você fazer aquela pergunta? — questiona, visivelmente nervosa.
— Bem... não exatamente.
— Venha para o camarim. Agora!
E mais uma vez, ela desliga na minha cara. Se ela fosse minha mãe, eu diria que estava quase na hora de apanhar.
Deixo minha cadeira e ando pelo estúdio, atrás do camarim. Depois de dez minutos e três seguranças tentando descobrir meu parentesco com Amelia, eu chego ao camarim da The Mines.
Eles estavam sentados em um enorme sofá, conversando normalmente. Não pareciam irritados por uma perguntinha fora do script.
— Nós temos que conversar. — Amelia diz, agarrando em meu braço e tirando minha atenção daqueles quatro. — Vem.
Antes que ela pudesse me arrastar para fora do camarim, alguém grita.
— EI.
— Agora não, Louis. — Amelia reclama e me tira do camarim. — Por que perguntou aquilo?
— Eu não sabia que era proibido.
— Se te pedem para perguntar uma coisa, você segue aquilo.
— Não sou paga e nem obrigada a isso.
Amelia bufa.
— Tenho uma pergunta para você. — cruzo os braços. — Por acaso quer voltar para o Canadá? — não respondo. — Então para de enfiar aquele garoto na minha casa, de sair praticamente toda noite e começa a fazer algo de útil. Eu amo você e odeio controlar sua vida, mas você... só vive para aquele garoto.
— Você sabe que não é assim. Eu estou tentando me decidir, mas é complicado.
— Não é. Você...
Amelia para de falar, assim que a porta é aberta e Louis aparece.
— Oi. — ele sorri e então sai do camarim. — Tudo bem?
— Nós...
— Tudo ótimo, Louis. — dou um passo na sua direção. — Ei, queria agradecer por ter me defendido. Imagino que não deveria ter feito aquela pergunta, mas estava bastante curiosa.
— Como eu disse lá, está tudo bem. Uma hora iriam perguntar mesmo.
Sorrio para ele e olho de lado, para Amelia.
— Você vai na festa com a gente? — ele questiona.
— hmm... vou sim. Você me acompanha?
Louis abre um enorme sorriso.
— Com todo prazer.
Ele me oferece sua mão e eu a pego, antes de ser puxada para dentro do camarim e para longe da fúria da minha irmã mais velha.
[...]
Dentro do camarim, eram só risadas.
Louis e os outros três, ficavam contando piadas e histórias internas. Tudo para me fazer rir. Já Amelia, me fuzilava com o olhar, do outro lado do pequeno ambiente.
— Quando vamos para a festa? — o loirinho questiona. — Quero beber.
Cody checa a hora e então se vira para minha irmã.
— Nós já podemos ir? Ou ainda faremos mais alguma coisa aqui?
Ela suspira e se levanta.
— Podemos ir.
Os meninos se agitam para sair e eu sou puxada para um canto, pela minha adorada irmã.
— Eu sei o que está fazendo. — diz. — Se agarrar em Louis, não irá nos impedir de conversar. Moramos juntas, lembra?
— Sim, lembro. Mas me agarrar em Louis, faz essa conversa demorar. — olho na direção dele. — E ele é uma gracinha, não acha?
Solto uma risada e puxo o meu braço, voltando para perto deles.
[...]
Fomos todos em uma única van, onde eles não calaram a boca nenhum minuto. Muito menos quando Hugo resolveu me ligar.
— Louis, por favor. — peço. — Fica quieto por um minuto.
Ele cobre a boca com as duas mãos, mas assim que atendi, ele gritou qualquer coisa com Jason.
— Quem está com você? — Hugo questiona.
— Apenas os meninos da The Mines.
Isso parece ativar a fúria de Louis.
— O QUE? — grita.
Hugo ri, do outro lado da linha.
— Se está com esses... gays, está tudo bem para mim.
— Eles não são... — não termino minha frase, diante dos olhares virados para mim.
— O que? O que ele disse? Me dá isso aqui!
Então Louis resolve que quer pegar meu celular, e nós brigamos para que ele não faça aquilo.
— Solta, Louis! — peço. — Amelia!
Olho na direção da minha irmã, que estava com a cabeça no ombro de Cody e sorria diante daquilo.
— Se vira. — é o que ela diz, antes de piscar para mim.
— LOUIS!
Ele tinha mordido minha mão, o que me fez soltar o celular. Quando puxo minha mão, ele rapidamente pega o celular e o coloca no ouvido.
— HEY! Não somos gays!
— Louis, me dá esse celular.
— Ahhh meu amigo, se quiser continuar achando isso, é com você. Mas se sua namorada aparecer com manchas roxas no pescoço, não foi um homem gay que fez! Passar bem.
Louis desliga a ligação e j**a o aparelho em meu colo. Eu o olhava perplexa, pelo que havia acabado de falar. Antes que eu tivesse tempo de pensar em algo para falar, Hugo volta a ligar.
— Oi, eu...
— Vem para casa. — diz. — Agora.
— Olha, não é querendo ser grossa, mas você não manda em mim.
— Você ouviu o que aquele babaca falou? Dakota...
— Você falou uma coisa e ele rebateu. — Louis ri. — E era brincadeira.
— Era nada. — Louis murmura.
Olho-o ameaçadoramente, enquanto Hugo reclama ao telefone.
— Hugo, para. A ligação está falhando, tchau.
Desligo a ligação e me viro para Louis, que ria.
— Isso não vai ficar assim.
— Você não me provoca, porque eu posso deixar várias marcas roxas em você. E não será só no pescoço.
— Está falando em me agredir?
Ele ri, e o loiro acompanha.
— Com a boca. — e pisca.







