Amália, no quarto, olhava pela janela, inquieta. O céu já anunciava a madrugada quando a claridade dos faróis rompeu o escuro da alameda. Um feixe de luz riscando o chão da entrada como um sinal.
O coração dela disparou.
Saiu do quarto e desceu, quase correndo, a escada. Cada degrau era um empurrão contra a ansiedade que tentava disfarçar desde o fim da tarde.
Ouviu o som abafado do carro na entrada. Parou, indecisa diante da porta. Parte dela queria abrir, mas achava que devia esperar, con