As badaladas dos sinos ainda ecoavam quando os carros começaram a chegar à mansão de Laerte.
O casamento na igreja havia sido uma mistura perfeita de emoção e elegância e, agora, o jardim esperava por eles, transformado num verdadeiro refúgio de sonho.
Uma grande tenda de vidro fora erguida entre as árvores antigas, iluminada por centenas de luzes pendentes que cintilavam como vaga-lumes. Entre as colunas transparentes, viam-se as copas verdes e as flores brancas ladeando o caminho até o pequeno lago. Nele, velas flutuavam em barquinhos de cristal, refletindo o brilho das estrelas e o reflexo suave da lua.
O som do quarteto de cordas misturava-se ao murmúrio das conversas e risadas. O ar tinha o perfume das flores e o aroma do banquete, uma seleção de frutos do mar e massas finas que Amália ajudara a escolher com o chef. Tudo estava impecável.
Quando o carro dos noivos parou diante da escadaria, os convidados se voltaram, aplaudindo. Laerte desceu primeiro, ajudando Natália, que parec