Glauco acordou cedo; o sol ainda não havia surgido no horizonte. Amália dormia de costas para ele, a cintura fina descoberta, as mãos juntas sobre o travesseiro. Com delicadeza, ele ajeitou os fios que caíam sobre seu rosto e beijou-lhe o ombro. Ela se encolheu levemente, acolhendo o toque.
Ele cobriu-a com o lençol, ajustou a cortina para que a claridade da manhã não a despertasse e, apenas com a calça do pijama, desceu até a cozinha. Preparou o café com movimentos precisos, o aroma quente preenchendo o ar silencioso da mansão. Com a xícara em uma mão e o telefone na outra, seguiu para o escritório para adiantar algumas ordens.
Ao cruzar a sala, seu olhar encontrou o sofá, não pôde evitar lembrar da noite anterior. Amália tocando-o, provocando-o com aquele jeito doce e intenso que só ela tinha.
Enquanto isso, em Barcelona, Dona Fátima recebia um envelope com selo dourado, entregue por um homem bem-vestido. Dentro, o convite de casamento de Amália e Glauco. Henrico também recebia o se