Em Zurique, a família Curioni também recebia, das mãos de um dos homens de Glauco, o convite para o casamento.
Alana abriu o envelope com cuidado. O papel, de gramatura sofisticada, exibia o nome de Amália e Glauco em letras douradas. Sorriu, emocionada. Lembrou-se do olhar que Glauco lançava à Amália, havia algo ali que ninguém poderia fingir. Era amor. Puro, verdadeiro.
De certa forma, ela viu neles um reflexo de si e Edgard, o mesmo vínculo silencioso, a mesma certeza.
Em Milão, mais tarde, Laerte ligou para Glauco para avisar que estava voltando. Estava em um restaurante com Natália e Ana quando ouviu o irmão, ainda eufórico, anunciar:
— Amália está esperando um menino!
— Sério? Laerte exclamou, radiante. — Estou muito feliz por você, meu irmão!
Chamou o garçom com um gesto.
— Traga uma garrafa de champanhe! Vamos comemorar!
Ana e Natália o observavam, confusas com o entusiasmo repentino.
— O que houve? Perguntou Natália, curiosa, inclinando-se à frente.
Laerte pousou o celular so