Enquanto isso, na mansão Bergamo, Amália estava deitada no colo de Glauco após o jantar.
Ele degustava lentamente uma taça de vinho, enquanto ela repousava a cabeça sobre suas pernas, os olhos semicerrados, relaxando sob o carinho dele que deslizava pelos fios de seu cabelo.
— O que você fez o dia todo? Perguntou, com a voz calma, mas curiosa.
Havia algo no tom dele nos últimos dias que despertava sua desconfiança, como se escondesse um segredo.
— Reuniões... fui ver uma obra. Respondeu sem alterar o tom.
— Obra? Ela arqueou as sobrancelhas, intrigada.
— Sim... Ele respondeu, tomando mais um gole do vinho, o olhar tranquilo demais para quem falava a verdade.
Amália conhecia aquele jeito.
Sabia que Glauco tinha muitos negócios, mas também sabia quando ele evitava detalhes.
— Amanhã tenho uma consulta de pré-natal pela manhã. Ela disse, tentando mudar de assunto.
— Mesmo? Ele pousou a taça. — Vou com você.
— Não está muito ocupado? Perguntou, sentando-se, tentando sondá-lo.
Ele a olhou