Ela tentou afastar a mão dele, mas a tentativa foi inútil. Glauco segurou-a suavemente, entrelaçando seus dedos por um instante antes de voltar a explorá-la com um carinho que a fazia tremer.
— Está com frio? Ele perguntou, a voz quase num sussurro.
— Não... Respondeu ela, num fio de voz.
— Então por que está tremendo? Ele insistiu, os lábios quase roçando o ouvido dela. — Me deixa aquecer você um pouco.
Os olhos dela brilharam com aquela mistura de rendição e desafio. Ele sabia o efeito que causava e se deliciava com isso, com o poder de fazê-la corar e ao mesmo tempo sorrir timidamente.
O carro parou diante do hotel. Glauco desligou o motor, virou-se devagar para ela. O silêncio entre os dois tinha peso e melodia.
Amália rapidamente puxou a mão dele de sua perna, tentando ajeitar o vestido. O manobrista já se aproximava.
— Vamos, está tarde. Disse ela, aflita, olhando para ele como quem o advertia sobre a presença do homem.
— Eu sei. Glauco inclinou-se até que seus rostos quase se