Ela o olhou, perdida entre o medo de serem vistos e o desejo. O reflexo das luzes da torre dançava do lado de fora, ela encarava o rosto dele tocava-o e por um instante ela pensou que nada mais existia além daquele quarto.
O toque dele desceu devagar por seus ombros fazendo o vestido escorregar, um gesto terno, mas carregado de intensidade. Amália fechou os olhos, sentindo o perfume que vinha da pele dele, o calor, o ritmo contido da respiração e então, o beijo. Lento, profundo, cheio de tudo o que haviam tentado calar.
Quando se afastaram por um instante, Glauco a olhou em silêncio, o polegar acariciando o queixo dela. — Você é o meu caos e a minha paz…
Ela sorriu, sem forças para responder, apenas segurou a nuca dele, atraindo-o de volta para si, enquanto as luzes da Torre piscavam ao fundo, como se abençoassem aquele instante.
Os lábios se encontraram com a familiar urgência de quem já conhece o gosto e o ritmo do outro. O beijo não era apressado, mas cheio de lembranças. Cada gest