Amália sorriu, tímida. Glauco a provocava o tempo todo, com olhares, gestos e frases sutis que a deixavam corada.
Quando os pratos chegaram, ela observava cada detalhe, a montagem, o brilho dos molhos, as cores vibrantes e os traços delicados dos talheres. Tudo parecia uma obra de arte.
Glauco observava mais a expressão dela do que a comida. Havia algo hipnótico na forma como Amália inclinava a cabeça e sorria, encantada. Permitiu que ela bebesse apenas uma taça de vinho, “porque era uma ocasião especial”, dissera. Mas bastou pouco para que as bochechas dela se tingissem de rubor, refletindo o tom do vestido vermelho que realçava a pele clara.
— Está bem? Ele perguntou, divertido.
— Claro que sim. Respondeu com um sorriso preguiçoso. — Só um pouco " alegre"… feliz demais, talvez.
Ele riu baixo, satisfeito.
Depois do jantar, Glauco a conduziu ao elevador que levava ao topo da Torre Eiffel. Assim que as portas se fecharam, ficaram sozinhos. A música suave e o ruído distante da cidade lá