Mundo ficciónIniciar sesiónUm viúvo fica balançado quando Laura entra em sua vida, mostrando um outro lado do amor, que ele havia perdido há anos.
Leer másPov's Laura.Nova York.Quarto.Me sinto tão exposta que me cubro com o lençol. E quando o olhar do Arthur carregado de decepção encontra com o meu, fico tão mal.Encaro a sobrinha dele, a loira nem disfarça a felicidade que sente ao me vê daquele jeito — Foi você....— sussurro.— Foi você que armou tudo isso.Arthur entreolha para ela, querendo uma explicação. Porém, o foco muda quando:— Mozão, o velho chegou antes da hora.O desconhecido tenta me agarrar, encenando uma cena como se tivéssemos um caso. — Me solte, eu não te CONHEÇO!— o empurro, dando um sobressalto da cama.— Essa mulher é muito sonsa, titio! — Sonsa é você!— a xingo de volta.— Acredita em mim, senhor Arthur.— coloco-me em sua frente, e ele nem me encara.— Foi a sua sobrinha que armou tudo isso, eu não lembro como vim parar neste quarto.Choro.Enquanto as lágrimas descem, o mesmo permanece em silêncio, como se tivesse em choque.Após, apenas ele ergue a cabeça por um segundo e diz:— Quero que saía da minha cas
POV’s Laura06:30 AM.Abro os braços lentamente. A claridade que reflete incomoda as minhas pupilas. Vagueio a mão do meu lado, e encontro o lugar vazio da cama.Suspiro fundo, batendo uma insegurança dele ter ser arrependido. Até que escuto o barulho da porta se abrindo:— Bom dia!— Arthur.— abro um sorriso.O mais velho adentra, com o rosto tão feliz. Em suas mãos, há uma bandeja. Recebo, me sentindo tão paparicada.— Não precisava preparar tudo isso— observo.—Você merece.— diz, com tom um pouco tímido. Ficamos em silêncio, até que o próprio quebra o silêncio constrangedor:— Laura.— Oi.— Sobre ontem...— inicia e minhas bochechas coram.— Eu gostei.— admito, com sorriso bobo no canto dos lábios.— Foi bom.Lhe noto engolir em seco. E ficar sem graça com o meu comentário. — Temos que pensar numa forma de você se prevenir. — Como assim me prevenir?— o questiono confusa.— Quando um homem e uma mulher têm relações íntimas, Laura, corre o risco da mulher engravidar sem a devida pr
POV’s Laura23:40 PMO caminho de volta é silencioso.Dentro do carro, só se ouve o som do motor e o tamborilar fraco da chuva no para-brisa. Meus cabelos ainda estão úmidos, os ombros tremem de frio, e Arthur liga o aquecedor sem dizer nada. Dirige com os olhos fixos na estrada, os punhos cerrados no volante, como se ainda estivesse absorvendo o que houve.Quero dizer algo, qualquer coisa… mas o silêncio dele me cala.Chegamos ao prédio. Ele desliga o carro e sai primeiro, dando a volta para abrir a porta do meu lado.Estendo a mão e ele a segura, firme, ajudando-me a descer. Subimos juntos no elevador. O silêncio é quase sufocante. Quando a porta se abre, entramos em seu apartamento. Está escuro, frio e solitário como sempre.Ele acende as luzes e pega uma manta no sofá.— Aqui — diz, me envolvendo com cuidado. — Vá tomar um banho quente. Você ainda está tremendo.Assinto, mas não me movo. — Arthur.Ele para, me encara. A luz morna da sala ilumina seu rosto cansado, as olhei
POV’s Laura23:00 PM.Me encontro enrolada numa toalha, tremendo de frio. Estou toda suja de tinta, sentada na cadeira.Os convidados já foram embora e só se encontram os organizadores do evento.Arthur está muito indignado, movendo-se de um canto pro outro. Ele briga mais por mim, do que mesmo por ele, que também se sujou na hora que se colocou na frente. — Quero saber quem causou aquilo?— aponta. — Chloe.—ele pronuncia duramente o nome da a estilista, que se mantém cabisbaixa. — Foi você que organizou, como autorizou que aquilo acontecesse com a minha esposa?— Acidentes acontecem, Arthur.— a voz ecoa cheia de desdém.— Poderia ter acontecido com qualquer uma das nossas modelos, sem exceção. — os olhos hostis da mesma, me atravessa.Fico cabisbaixa, sentindo-me um desconforto, ao receber os olhares tortos dos funcionários da empresa. — Mesmo não havendo culpados, estão dispensados.— ele informa.— Arthur, volte atrás com a decisão. A nossa equipe sempre foi muito competente, não
Pov's Laura —Logo você vai conseguir ganhar seu Green Card.— toca no assunto, enquanto dirige.Balbucio os dedos na porta do veículo, inquieta, e ele percebe.— Sobre isso, sen....— corrijo o termo, quando me olha por um instante.— Quer dizer, Arthur. Quero agradecer profundamente pelo seu gesto de generosidade. Nenhuma outra pessoa, faria isso que você fez, pra ajudar uma estranha.— Você foi enviada pelo meu grande amigo Ryan, ele não mandaria uma má pessoa pra dentro da minha casa.— seu olhar preenche uma sensação indescritível.— Eu quis apenas ajudar.— Muito obrigada.— o agradeço, e num ato de gratidão, acabo pousando a minha mão em cima da sua que está exposta.Toco carinhosamente e avisto que ele fica um pouco sem jeito. O seu celular vibra, e imediatamente se distrai;— Só um momento, preciso atender.O observo de canto de olho, enquanto conversa no celular com uma mulher, provavelmente seja alguém que trabalhe para ele.Quando Arthur encerra a chamada e olha para mim, com aq
Pov's Laura.Escuto eles discutirem na sala, mesmo do quartinho dos fundos, as vozes que ecoam do cômodo são tão alteradas.— Aquela mulher tem idade para ser a sua filha, tio!— aos gritos, a sobrinha do meu patrão fala.— Por acaso, enlouqueceu do juízo? Tá na cara que ela é uma golpista, que só quer casar contigo por conta do dinheiro.Tampo os meus ouvidos, sendo tomada por um sentimento horrível. É muito difícil, ser acusada por uma coisa eu não sou.— Não te dou o direito, para falar assim de alguém que você não conhece!— o tom duro do mais velho a repreende.— Respeite as pessoas, Scarllet. — A titia sentiria vergonha, tio — a voz feminina despeja aquilo.— Está se comportando de uma maneira tão absurda.... Eu não estou te reconhecendo.— Você não precisa compreender, apenas aceitar a minha decisão. Fui claro?— sinto um frio na espinha. — Irei me casar com Laura, e ponto final.– E sua herança, vai entregar de bandeja nas mãos de uma desconhecida?— a mulher rebate indignada.— E





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