Amor +70

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Última actualización: 2026-03-13
Isabele  Recién actualizado
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Um viúvo fica balançado quando Laura entra em sua vida, mostrando um outro lado do amor, que ele havia perdido há anos.

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Capítulo 1

Prólogo

Pov’s Arthur Forbes

Nova York, EUA.

Entro no apartamento de cabeça baixa, carregando comigo a mesma desesperança de sempre.

Logo na entrada, sinto um cheiro fresco, de limpeza — algo totalmente fora do padrão. 

Ninguém põe os pés aqui desde que minha velha morreu. Este apartamento virou um refúgio cinzento, esquecido, sem visitas, sem ninguém. 

Eu moro só, e faço questão de manter distância de todos. Por isso, paredes e móveis permanecem neutros, apagados, sem cor — porque não gosto que haja cores.

Tiro o paletó, afrouxo a gravata, desabotoo a camisa social. 

Largo a pasta e as chaves do carro no sofá, exausto, como se me livrasse de um peso. 

Vou até a mesinha ao lado, sirvo um copo generoso de uísque, e deixo que a bebida alivie o aperto no peito.

Por alguns segundos, olho a noite através da janela. Solto um suspiro longo.

De repente, um barulho me tira do transe: passos apressados, depois o estrondo de um abajur quebrando. 

Viro-me de imediato, alerta, e vejo uma mulher segurando uma vassoura, usando um avental azul, tentando desesperada limpar os cacos.

— Quem é você? — disparo, franzindo a testa, incrédulo. 

A desconhecida abaixa a cabeça, gaguejando desculpas enquanto junta os pedaços no chão, nervosa.

— Vai responder ou não? — insisto, com o meu tom duro. 

Me aproximo, impondo minha presença, querendo arrancar a verdade.

— Eu sou a nova empregada, senhor! — sussurra, ainda recolhendo os cacos, como se esperasse ser demitida a qualquer momento.

— Nova empregada? — repito. — Quem te contratou?

— Eu não posso dizer.

— Como assim não pode dizer? — me indigno. — Invade a minha casa, se faz de empregada, e não explica nada?

Ela parece ainda menor, vulnerável, mal sabe sustentar a própria voz. Talvez seja do interior, talvez nem tenha estudo, penso.

Pego o telefone, a ameaçando:

— Se não falar, vou chamar a polícia. Não admito ninguém entrando aqui e dizendo que trabalha pra mim. Você pode ser uma ladra!

Ela nega freneticamente, em pânico.

— Não! Eu juro que não! Foi o senhor Butler quem me mandou, mas ele pediu pra não contar ao senhor.

Fecho a mão em punho. Meu melhor amigo, como sempre se mete onde não deve. 

Seguro o braço dela, pronto para expulsá-la de vez.

— Por favor, senhor! Não me mande embora! — implora, desesperada. — Eu preciso muito desse trabalho, não tenho para onde ir.

Inspiro fundo, apertando os olhos. 

Odeio ver uma mulher chorando.

— Tudo bem — cedo, num misto de pena. — Você pode ficar. Mas só vai limpar esta sala, entendeu? Não quero que ponha os pés em mais nenhum cômodo.

— Sim, senhor. —balança a cabeça, aliviada.

— Pode se retirar — ordeno, e a mesma assente.

Quando me viro para seguir ao meu quarto, a chamo de novo:

— Espere. Qual é o seu nome?

Ela para, respirando fundo, e me olha tímida. 

— Me chamo Laura — diz baixinho, constrangida.

— Prazer, Laura. Sou Arthur — respondo, de modo polido, ainda que distante. — Quantos anos tem?

— 26, senhor Arthur.

Engulo em seco, observando sua postura humilde.

— Eu tenho 70 anos — digo sem rodeios. — Vai mesmo aguentar servir a um velho rabugento como eu?

— Darei conta do trabalho, senhor. Vim do campo, sei lidar com serviço pesado.

— Tem certeza?

— Tenho.

Me sento no sofá.

— Sou viúvo — aviso, seco. — Não há presença feminina aqui, além de você.

A empregada hesita um instante, depois arrisca perguntar:

— O senhor não têm filhos?

— Não tivemos filhos — respondo, incomodado. — Minha esposa era estéril.

— Sinto muito — a escuto lamentar.

— Não sinta — corto, ríspido.  — Estou acostumado a sobreviver sozinho. E se quiser mesmo este emprego, vai precisar ser invisível dentro desta casa. Entendido?

A própria balança a cabeça, respeitosa, e sai em silêncio.

Fico fitando o copo de uísque na mão, sentindo o peso de uma solidão que nem a bebida consegue calar.

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