Ficou ali, olhando para ela, vigiando seu sono. O pensamento longe. Lembranças antigas surgiam como cenas projetadas num filme silencioso, vultos do dia em que Sofia desapareceu, mas não saiu de sua vida. Um passado que insistia em não ficar enterrado.
Era perto da hora do jantar, Laerte apareceu. Entrou como quem era dono da casa, sem cerimônia.
— Um milagre você aqui. Tem trabalhado muito, irmão. Disse, indo direto à adega.
— O que faz aqui? Glauco perguntou, sem esconder a desconfiança.
— P