Mundo ficciónIniciar sesiónAngel foi trocada por um contrato. Um acordo entre dois homens, e nenhuma escolha sua. Agora, ela pertence a Damon Laurent, o Ceo que domina com poder, possessividade e desejo. No começo, ele diz que ela é apenas garantia de um pagamento. Mas quando as forças dos dois colidem, algo muda. O jogo entre eles se torna uma guerra de vontades, e o limite entre o ódio e a paixão começa a desaparecer. No fim, pode ser que o homem sem coração descubra que ela é a única capaz de fazê-lo sentir novamente.
Leer másDamon Se alguém me dissesse, semanas atrás, que eu ia conseguir ver a Angel rindo comigo, aceitando meus abraços e respondendo meus beijos… eu teria achado otimismo demais.Agora é realidade. Não perfeita, não completa, não como eu quero ainda. Mas é. Ela não foge mais toda vez que eu me aproximo.Quando eu a puxo pra perto, ela vem. Quando eu a beijo, ela corresponde em vez de ficar imóvel ou endurecer. Quando eu provoco, ela rebate. Quando eu pergunto, ela responde, e, o mais importante, pergunta de volta.— O que você gostava de fazer antes da empresa? — ela me perguntou, numa tarde qualquer, sentada no sofá, pernas cruzadas, uma caneca de chocolate quente na mão.— Antes da empresa eu gostava de viajar. — respondi, meio sério, meio brincando.Ela insistiu.— Qual foi a última coisa que você fez só por prazer, não por obrigação?Demorei alguns segundos pra lembrar. Ela gravava tudo. Cada resposta, cada detalhe da minha vida, cada gosto, cada pequena rejeição. Era como se quisesse
Angel Dez dias.Já faz dez dias que estamos no chalé. Dez dias de frio lá fora e confusão aqui dentro.Desde que o Damon me contou, caminhando na neve, que quer que eu represente a parte dele na empresa do meu pai, minha cabeça não tem descanso. A cena se repete toda hora… eu entrando naquela empresa, o olhar do meu pai, a reação dele ao me ver de novo, agora não como filha incômoda, mas como dona de 60%.Eu não sei o que mais me assusta. O jeito como ele vai me olhar. Ou o fato de eu querer estar lá, mesmo assim.Uma parte de mim tem pavor da ideia de entrar naquele prédio e ser maltratada, ignorada, talvez até expulsa. Meu pai nunca soube o que fazer comigo. Me jogou nos braços do Damon como quem se livra de um peso. Imaginar ele me vendo de novo, forte, em pé, dona de algo que ele mesmo destruiu, mexe com tudo.Mas tem outra parte minha que… quer isso.Quer acompanhar de perto.Quer conhecer os funcionários, os setores, entender cada detalhe daquela empresa que, por direito, um d
Damon Cinco dias.Já faz cinco dias que estamos no chalé.Cinco dias dividindo a mesma cama, a mesma mesa, o mesmo teto de vidro e madeira. Cinco dias ouvindo a respiração dela à noite, vendo o jeito como ela faz de tudo pra manter o coração blindado enquanto o corpo vai, aos poucos, abaixando a guarda.A rotina aqui é simples.Acordamos, tomamos café, caminhamos um pouco pela casa, às vezes ficamos em silêncio, às vezes trocamos frases soltas. À noite, o céu continua claro, as velas acesas, o fogo na lareira estalando.E eu cozinho. A primeira vez que fiz isso, ela achou que eu estava brincando.— Você sabe usar o fogão? — perguntou, com uma sobrancelha levantada, encostada no balcão da cozinha.— Eu sei usar muitas coisas que você ainda não viu. — respondi, só pra provocar. — O fogão é a mais inocente delas.Ela revirou os olhos.— Eu não confio em homem rico que sabe cozinhar. — resmungou. — Parece pegadinha.Ignorei o ceticismo.Abri a geladeira, peguei alguns ingredientes, orga
Angel A água quente envolve meu corpo, mas não é por causa dela que minha pele parece em chamas. Eu estou sentada na hidromassagem, ao lado do Damon, tentando me concentrar em qualquer coisa que não sejam os sinais que meu corpo insiste em mandar. O som da água, o reflexo das velas no vidro, o céu claro lá fora… nada disso está me ajudando.Eu sei exatamente o que está deixando tudo pior.Ele.Quase nu, dentro d’água, tão perto que, se eu esticar o braço, encosto no ombro dele. O peito dele aparece acima da linha da água, gotas escorrendo, o cabelo um pouco úmido, os olhos verdes observando cada micro reação minha.Eu repito pra mim mesma, como um mantra:— “É só desejo do corpo. É só físico. Meu coração ainda está protegido. Eu não sinto nada por ele.”Se eu repetir o suficiente, talvez eu acredite.— Vinho? — a voz dele corta meus pensamentos.Olho pro lado. Ele segura uma garrafa de rosé, já aberta, a outra mão apoiando uma taça vazia.— Se eu falar não, você vai insistir? — perg
Último capítulo