Angel Eu ainda estava tremendo quando o carro parou. Não sei quanto tempo se passou desde que ele me arrancou da casa do meu pai até chegarmos ali, mas parecia que a noite tinha alongado todas as horas. Minha cabeça doía, meus olhos ardiam, meu coração estava preso em um ponto entre a garganta e o estômago.Quando olhei pela janela, vi a mansão.Alta, imponente, cercada por muros e portões que pareciam dizer “aqui ninguém entra sem permissão”. As luzes externas iluminavam a fachada, os jardins estavam perfeitamente cuidados, cada árvore podada, cada planta no lugar certo. Era bonito. Luxuoso. Impressionante.E, pra mim, tinha cara de prisão. Por fora, tudo parecia um palácio de filme. Por dentro, tudo em mim gritava que aquele era o lugar onde o inferno ia ganhar um novo endereço.A porta do carro se abriu e o vento frio de Boston me atingiu em cheio. Por um segundo, pensei em não sair. Ficar ali, grudada no banco, fingir que se eu não me mexesse, o tempo voltaria atrás. Mas a voz d
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