Ponto de vista do narrador
A alta veio no quinto dia, após mais um ultrassom impecável e uma conversa longa com a doutora Mariana e o doutor Márcio. Natália saiu do hospital apoiada nos braços de Carlos Eduardo, com Carlos Alberto logo atrás, coordenando tudo: o carro esperando na garagem subterrânea, o helicóptero particular no heliponto caso precisassem de algo mais rápido, e uma equipe médica domiciliar já instalada na mansão para monitoramento vinte e quatro horas.
A viagem de volta foi curta e silenciosa, o SUV cortando as ruas de São Paulo. Natália olhava pela janela, a mão na barriga, sentindo os gêmeos se mexerem como se soubessem que estavam indo para casa.
Quando o portão da mansão se abriu, o jardim parecia mais vivo do que nunca: flores desabrochando, o som distante da piscina. As crianças esperavam na entrada — Rebeca correndo na frente, os trigêmeos logo atrás, com cartazes improvisados de "Bem-vinda, Táia!" rabiscados em giz de cera.
— Táia! — gritou Rebeca, pulando no