Ponto de vista do narrador
O escritório de Carlos Alberto estava mergulhado em penumbra quando Carlos Eduardo entrou sem bater.
O pai levantou o olhar lentamente, a expressão controlada demais para alguém pego de surpresa. Ainda assim, algo no rosto do filho — rígido, pálido, os olhos escuros e febris — fez o ar do ambiente mudar.
— Precisamos conversar — disse Cadu, a voz baixa demais para ser calma.
Carlos Alberto fechou o arquivo que lia e apoiou as mãos na mesa.
— Agora não é um bom mo