Ponto de vista do narrador
Natália e Carlos Eduardo subiram o caminho de volta devagar, de mãos dadas, os pés ainda úmidos da água do riacho. O sol da tarde filtrava-se pelas folhas, desenhando manchas de luz no chão de terra batida. Nenhum dos dois falava muito; bastava o silêncio cúmplice, os olhares trocados, o sorriso discreto que não saía do rosto dela.
Quando chegaram à área da piscina, as crianças ainda estavam em plena animação. Os trigêmeos disputavam quem conseguia ficar mais tempo embaixo d’água, enquanto Rebeca nadava de um lado para o outro com braçadas orgulhosas, gritando “Olha, papai!” a cada volta.
Carlos Alberto estava sentado na borda, pernas na água, supervisionando tudo com atenção. Quando viu os dois se aproximarem, ergueu o olhar e trocou um breve sorriso cúmplice com Carlos Eduardo.
Carlos Eduardo se aproximou do pai e lhe tocou o ombro, um toque simples e significativo.
— Ela está precisando de sombra agora — disse Cadu, com um sorriso malicioso. — Leva ela p