Ponto de vista do narrador
A manhã seguinte amanheceu clara e fresca, com o cheiro de café e pão assado preenchendo a casa de campo. As crianças acordaram cedo, como sempre, correndo pelo corredor e pedindo para voltar à piscina. Natália se levantou devagar, sentindo o corpo pesado, mas com um sorriso ao ouvir as vozes animadas dos trigêmeos e de Rebeca.
Tomaram café da manhã todos juntos na varanda, com frutas colhidas do pomar e ovos mexidos. Carlos Eduardo brincava com Rebeca no colo, fazendo-a rir com caretas, enquanto Carlos Alberto servia suco para os meninos, ouvindo pacientemente as histórias exageradas sobre os mergulhos do dia anterior.
Natália comeu pouco. Sentia uma pressão baixa no ventre, algo que atribuíra ao cansaço dos últimos dias, nada que a preocupasse demais. Levantou-se para ajudar a arrumar a mesa e, de repente, sentiu uma umidade quente escorrer pelas pernas. Baixou os olhos. Sangue.
Não era muito, mas era vermelho vivo, escorrendo devagar pela parte interna