Ponto de vista do narrador
A chegada à casa de campo se deu pouco depois das dez horas, com o sol já alto o suficiente para tingir de dourado os pastos extensos. A propriedade era um refúgio perfeito: casa principal ampla, estábulo com cavalos treinados e mansos, uma tirolesa montada entre duas árvores centenárias, piscina aquecida, cachoeiras, e um riacho que cortava a terra como uma fita de prata.
Os trigêmeos — Alex, Diego e Rafael —, irmãos de Natália, explodiram do carro antes mesmo de ele parar por completo.
— CAVALOS! — berrou Alex, já correndo para o estábulo.
— Eu vi a tirolesa primeiro! — gritou Diego, disparando na direção oposta.
Rafael parou só para olhar para Natália, como sempre fazia quando precisava de permissão silenciosa. Ela sorriu e assentiu.
— Vão, mas com cuidado. O Cadu vai com vocês.
Carlos Eduardo, que descarregava as malas com calma, ergueu a mão em sinal de positivo.
— Podem ir na frente, seus pestes. Eu alcanço em dois minutos.
Rebeca des