David sentado na mesa de jantar sentia o cheiro de café fresco e pão na chapa ainda pairando no ar, misturado ao aroma doce de frutas cortadas que Arianna havia dado pra Ava. A bebê agora brincava na cadeirinha alta, os dedinhos gordos sujos de banana amassada, rindo baixo pra Giulia que fazia caretas pra ela. O sol da manhã entrava pelas janelas amplas, iluminando a mesa de madeira clara, os pratos brancos com bordas douradas, as flores frescas no centro que dona Lúcia trocava todo dia. Era uma cena doméstica perfeita, que fazia o coração dele apertar de um jeito bom — a família reunida, a filha feliz, Arianna ali, como parte daquilo tudo.
Mas a expressão da mãe dele ao voltar da ligação quebrou o momento.
Dona Isabella sentou de novo na cadeira, o robe de seda floral amassado nos ombros, o rosto tenso, os olhos verdes — iguais aos dele e de Ava — fixos na xícara de café que ela girava devagar entre as mãos. O vapor subia da bebida quente, mas ela não bebia. Giulia parou as caretas,