Arianna saiu da sala de estar com Ava no colo, o corpinho quente da bebê colado no dela, o cheirinho de leite e talco invadindo os sentidos. O óleo de massagem para bebê que dona Isabella mandara comprar chegara rápido — um frasco pequeno, transparente, com cheiro suave de lavanda e camomila, entregue pelo mordomo com um aceno educado. Ela subiu as escadas da mansão, o piso de mármore frio sob os pés, o eco dos passos suaves no corredor amplo, iluminado por arandelas de cristal que lançavam sombras dançantes nas paredes com afrescos antigos. O coração dela batia pesado, as palavras de David ecoando na mente como um eco cruel: “Arianna é apenas a babá. Nunca me casaria com ela”.
Ela murmurou pra si mesma, a voz baixa, quase um sussurro, enquanto entrava no quarto de Ava.
— Ele nunca se casaria com uma babá.
Arianna deitou Ava no trocador acolchoado, tirou o macacãozinho rosa, deixando a menina só de fralda. A bebê riu, batendo as mãozinhas gordas no ar, os olhinhos verdes brilhando de