David saiu do prédio da matriz com o coração acelerado, o ar quente da manhã milanesa batendo no rosto como uma bofetada. O sol já alto refletia nos vidros dos arranha-céus, cegando-o por um instante, o trânsito caótico de Milão — motos ziguezagueando, carros buzinando — ecoando ao redor como um caos organizado. Ele dispensou o carro, preferindo caminhar, os sapatos italianos batendo no calçamento de pedra, o suor escorrendo pela nuca sob o paletó sob medida. O pânico ainda pulsava nas veias —