David acordou com o primeiro raio de sol filtrando pelas persianas pesadas do quarto de Arianna, lançando faixas douradas sobre o lençol branco amassado. O corpo dele ainda estava quente, colado ao dela, o braço direito envolvendo a cintura fina, os dedos descansando na pele macia da barriga. Ele piscou devagar, o cheiro dela — floral suave misturado ao suor seco do sexo da noite anterior — enchendo os pulmões. O quarto estava silencioso, o ar fresco da manhã italiana entrando pela fresta da janela, carregado do cheiro de terra úmida e ciprestes distantes. Fazia anos que não acordava na Itália, e a sensação era estranha — um retorno ao passado que ele preferia evitar, mas que agora o forçava a enfrentar.
Arianna dormia profunda, o rosto relaxado, o cabelo castanho espalhado no travesseiro, os lábios entreabertos em uma respiração lenta. Ele sentiu o peito apertar — desejo residual, culpa por ter dito aquelas palavras na sala de estar, medo de que ela o rejeitasse de vez. O sexo da noi